Heinkel 111 H-4
Claudio Alexandre Consiglieri
Lançado em 1995 pela Monogram o Heinkel 111 na escala 1/48, veio preencher uma grande lacuna entre os modelos existentes da segunda grande guerra mundial. Estes modelos são velhos conhecidos, para mim, são tão familiares como meu velho carro. Talvez o fato de monta-los nos faça realizar um certo desejo, talvez o de ter entrado em contato com eles, sendo um mecânico no front ou ainda melhor de pilotá-los!
É interessante que um modelo como Heinkel 111, historicamente tão significativo, não possuir uma documentação vasta e diversificada como uma B-17. Talvez por ter sido um avião, considerado como "inimigo" durante muitos anos do pós guerra. O fato é que quando se representa um modelo não nos importamos com ideologias ou política mas sim com a história e a técnica.
Bem cá estou após cinco anos depois de
te-lo adquirido e finalmente disposto a montá-lo. Decidi que seria
montado straight
from the box, isto significa não fazer o uso, por exemplo do kit da Koster
Aero Enterprises (foto a direita), que fornece inclusive as hélices VS 11, de madeira, usadas no
modelo H-6, até o modelo H-5 usou-se a hélice VDM, de metal (esquerda). Logo a única
versão possível, com três metralhadoras, disponíveis no Kit é a H-4 da KG
55 que
participou da Batalha da Grã-Bretanha, não desejo representa-lo durante a fase
de ataques noturnos, com sua pintura negra temporária e sim com sua pintura
padrão RML 70/71/65.
Pelas instruções, o interior deve ser pintado de RLM 66, mas analisando as poucas fotos disponíveis a cor não parecia tão escura e as minhas referências apontam o RLM 02 como correta.
Iniciando a montagem, a primeira coisa que se percebe é um empenamento das metades da fuselagem (peças números 1 e 2) aqui deve-se tomar todo o cuidado para depois minimizar os problemas durante a montagem do cockpit. Montagem esta de difícil realização pela não coincidência entre as curvaturas das peças 85, 86 e a fuselagem. O que pode ser feito é a colagem por partes com pequenos pontos de cianocrilato para forçar a curvatura correta.
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Nas nanceles há um degrau, na entrada dos radiadores, isto deve ser trabalhado,
removendo os degraus e com muito putty (de preferência cianocrilato em gel) para adição de material do lado
interno. Deve-se esculpir da melhor maneira, tarefa não muito simples uma
vez que a área a ser trabalhada é de difícil acesso.
As entradas do radiador, moviam-se para cima e para baixo, sendo um pouco
mais estreitas que seu alojamento. No kit, a linha que limita a parte estreita
(móvel) está um pouco para baixo (cerca de 2 mm), com uma lima pode-se
corrigir isto nas quatro faces.
Também na área de escape, apresenta um sulco aparentemente profundo demais. Um resultado razoável é mostrado
a seguir:
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Há a necessidade de se fazer aberturas de ventilação, na parte superior das nanceles. Isto pode ser realizado demarcando-se previamente o local exato e cuidadosamente, com a ponta de um bisturi é feita a remoção do material. No radiador de óleo (peça 17), existem furos representando rebites de cabeça abaulada, salientes. Sendo assim é melhor removê-los, para uma melhor representação.
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O trem de pouso principal pode ser montado sem a roda para permitir o melhor alinhamento e instalação nas nanceles. Neste caso deve-se executar um furo para a introdução de um eixo para a montagem posterior da roda. A instalação do trem de pouso no porão, pode ser feita com o auxílio de um gabarito e com cola cianocrilato gel para permitir um ajuste correto.
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Com relação a bequilha, sua porta pode ser substituída por uma lâmina de plástico (plasicard). Também na fuselagem, há falta de uma antena na parte inferior da fuselagem
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Fotos do modelo montado
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Referência:
Aircraft Monograph Robert Michulec e Witold Hazuka.